Uma jovem de 18 anos foi presa pela Polícia Militar em Porto Alegre do Norte, na noite de sábado (22), por suspeita de agredir o próprio filho, um bebê de 10 meses. Uma conselheira tutelar acionou a polícia, informando que uma mulher havia agredido o seu filho. Uma guarnição da PM se deslocou, juntamente com a conselheira tutelar, até a residência da suspeita, onde foi constatado que havia uma lesão na face direita do bebê.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a própria suspeita enviou mensagens pelo whatsapp para a conselheira tutelar relatando que tinha agredido a criança e que voltaria a agredi-la novamente, solicitando que a conselheira fosse buscar o bebê.A suspeita recebeu voz de prisão e após o registro do Boletim de Ocorrência no 1º Pelotão da Polícia Militar de Porto Alegre do Norte, foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Judiciária Civil.
A jovem de 18 anos passou por audiência de custódia neste domingo e teve a liberdade provisória concedida pelo juiz plantonista Carlos Eduardo Pinho Bezerra de Menezes, da Comarca de Porto Alegre do Norte. O Ministério Público menifestou pela homologação da prisão em flagrante e concessão da liberdade provisória, com medidas cautelares diversas da prisão, por entender que não se encontram presentes os requisitos da prisão preventiva.
“No caso em tela, a suposta conduta praticada apesar de extremamente grave, covarde e reprovável, possui pena máxima cominada de até 03 (três) anos de detenção, não revelando apta a justificar a medida extrema. Além disso, a autuada não responde a qualquer outra ação penal no Estado de Mato Grosso (conforme pesquisa realizada nos sistemas disponíveis pelo TJMT)”, entendeu o magistrado.
A suspeita teve o pedido de concessão de liberdade provisória concedido, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 3.906,00 (três mil, novecentos e seis reais), e terá que cumprir medidas cautelares, entre elas, a proibição de se aproximar da vítima, seu próprio filho.
A Inclusão Social não tem ideologia!
Recentemente, em evento político, o Presidente Lula deu uma declaração extremamente errada, preconceituosa e capacitista. Prefiro não repetir os termos, nem me ater a esse fato deplorável, típico daquelas pessoas arrogantes e ignorantes que se arvoram no direito de opinar sobre temas desconhecidos. A verdade é que palavras assim, quando saem da boca de um Presidente da República, ganham peso enorme e conseguem aprofundar estereótipos e obstáculos sociais.
Não se pode ser preguiçoso ou desidioso: o conhecimento acerca dos temas envolvidos com a inclusão social exige uma busca ativa pelas mais diversas individualidades, sendo certo que somente pela convivência plural e democrática da sociedade é possível compreender as reais capacidades, e necessidades, de cada pessoa. Por isso que, a partir dessa declaração desastrosa, proponho uma reflexão profunda e honesta para todos aqueles que buscam fomentar o desenvolvimento da sociedade a partir de estrutura inclusivas.
Será que estamos nos posicionando a favor da Inclusão Social, ou será que utilizamos essa temática como instrumento vinculado ao favorecimento de nossas conveniências ideológicas e político-partidárias? E se essas mesmas expressões tivessem saído da boca de adversários políticos? Qual seria o nosso posicionamento
É preciso ter em mente que sempre que aparelhamos alguma causa em favor de qualquer ideologia político-partidária, estamos aprofundando as barreiras e, assim, a exclusão social. Em primeiro lugar, pelo motivo de que não favorecemos o livre desenvolvimento das dignidades individuais. Ou seja, não encaramos as pessoas, em sua profunda diversidade, como fins em si mesmas. Ao contrário, percebemo-las como instrumentos vinculados às nossas finalidades pessoais e preferências ideológico-partidárias.
Em segundo lugar, pela razão de estarmos em um cenário político extremamente polarizado: ao invés do diálogo construtivo com eventuais adversários, preferimos a completa exclusão deles dos debates nacionais. Dessa maneira, cada grupo, cada vez mais enclausurado em suas bolhas, perde a noção do todo social, prejudicando a construção coletiva, pelas individualidades livres e emancipadas, de estruturas sociais inclusivas e justas.
Autor:Redação AMZ Noticias