Sábado, 18 de Abril de 2026

Justiça marca julgamento de homem que confessou disparo de arma de fogo contra Yasmin Macêdo em Belém




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Lucas Magalhães é apontado como responsável pela morte da influenciadora durante passeio de lancha. Ele será julgado no próximo dia 31 de maio, no Fórum Criminal de Belém. Decisão judicial traz novos detalhes do processo, após audiência de instrução.

Lucas Magalhães de Souza, dono da embarcação onde a influenciadora Yasmin Macêdo estava quando morreu em Belém, confessou na audiência de instrução na terça-feira (17) porte ilegal e disparos de arma de fogo no dia da morte. A pedido do Ministério Público, agora o caso dele também sai do sigilo de Justiça e já tem data para julgamento.

Agora réu, Lucas Magalhães está sendo acusado como responsável pela morte de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macedo por suposto dolo eventual - quando se assume o risco da morte; e também por porte ilegal e disparo de arma de fogo em local habitado; e crime de fraude processual.

Yasmin Macedo era estudante de medicina veterinária e tinha 21 anos quando desapareceu na noite do dia 12 de dezembro de 2021, após participar de um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém. Além dela, outras 18 pessoas estavam a bordo da embarcação.

Lucas, proprietário da lancha, é apontado como principal responsável pela morte da influenciadora. Ele foi preso em outubro de 2022 e, desde então, está na Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA), no Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará.

Na decisão, a juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, Sarah Castelo Branco Monteiro Rodrigues, pronunciou a acusação feita pela promotoria do Ministério Público do Pará (MPPA) e determinou para o dia 31 de maio deste ano a sessão de julgamento, marcada para às 9h no Fórum Criminal de Belém. Ainda cabe recurso.

A juíza entendeu que "após análise detida dos autos, (...) existem indícios que indiquem o acusado como autor dos fatos delituosos, bem como prova de materialidade, razão pela qual deve ser prenunciado (...)".

A decisão saiu após mais de dez horas de deliberações durante a audiência, com 15 depoimentos colhidos pelo Tribunal, que também considerou que os indícios de responsabilidade pela morte "encontram-se presentes, conforme depoimentos das testemunhas ouvidas".

Já a defesa de Lucas apresentou à Justiça um pedido de revogação da prisão preventiva, alegando que a medida "não sustenta em razão da fundamentação utilizada para sua manutenção", além de"não estarem presentes requisitos autorizadores da prisão preventiva, uma vez que o réu é primário, possui trabalho, residência fixa, e que uma vez solto não irá ameaçar nem perseguir testemunhas".

Sobre o pedido, o MPPA solicitou vista dos autos para se manifestar sobre o pedido da defesa, o que a juíza ainda deve para determinar mantimento ou não da prisão.

Além disso, na sua decisão, a juíza acatou um pedido do MP sobre a restrição à publicidade do inquérito, que "se fazia necessária para melhor atuação na colheita de provas". Ela considerou que foi encerrada a fase e concluída a instrução probatória, tornando o sigilio judicial não mais necessário.

"(...) Não ratifico a restrição à publicidade (...) e, em consequência, determino a sua retirada, observadas as cautelas de lei". Um ano de 'mistério'

Eliene Fontes, mãe de Yasmin, diz que pouco mais um ano da morte da filha "ainda não se sabe o que aconteceu". A morte segue um mistério para família. O advogado Madson Nogueira aponta que há um "pacto de silêncio" entre as 18 testemunhas que estavam na embarcação. À época da reconstituição do caso, a Polícia considerou mais de 20 versões sobre a morte.

Apontado como responsável pela morte, Lucas Magalhães, o dono da lancha foi preso após indícios de que ele teria assumido o risco do homicídio com dolo eventual por não ser habilitado para conduzir a lancha e por não ter respeitado o limite máximo de passageiros. A capacidade era para 14, mas havia 19 na noite da morte de Yasmin.

Além de Lucas Magalhães, outras seis pessoas foram indiciadas no inquérito que investiga o caso, que já foi concluído e remetido à Justiça. Estes outros seis casos ainda devem tramitar em outras varas da Justiça. Entre os crimes investigados estão porte e disparo de arma de fogo, e falso testemunha majorado.

Quem são os indiciados: Lucas Sousa Magalhães - indiciado pelos crimes de homicídio por dolo eventual, porte ilegal e disparos de arma de fogo e fraude processual;  Euler Cunha Magalhães - indiciado por porte ilegal e disparo de arma de fogo; Bruno Faganelo - indiciado por disparo de arma de fogo; Alex Teixeira, Cecília Sousa, Claudielly Taynara de Souza, Bárbara de Araújo Ramos - indiciados por falso testemunho majorado.

A lancha em que Yasmin estava nos últimos momentos de vida tinha outras 18 pessoas embarcadas. Durante o passeio, que durou até a noite, houve disparos de tiros. O corpo da estudante de medicina veterinária e influencer desapareceu na noite de 12 de dezembro de 2021 e foi encontrado na tarde do dia seguinte, no rio Maguari, em Belém.

Após o crime, a Divisão de Homicídios ouviu mais de 50 depoimentos de pessoas ligadas ao passeio. O inquérito corre em segredo. No início das investigações, Eliene apontou contradições nas declarações de quem estava na embarcação. Devido às contradições, o inquérito foi inclusive prorrogado pelas autoridades policiais.

As investigações policiais mostraram que existia ao menos três armas a bordo e que oito tiros foram disparados de dentro da lancha, sendo dois deles pela arma pertencente a Euler Cunha, médico legista que estava no barco com Yasmin.

A mãe de Yasmin falou de um suposto relacionamento amoroso entre a jovem e o dono da embarcação, Lucas Magalhães, que também estava a bordo. Já Lucas disse que conhecia Yasmin há apenas seis meses e negou a veracidade de um relacionamento amoroso com ela.


Autor:Redação AMZ Noticias


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