Uma mulher de programa, de 25 anos, contratada por um policial penal a pedido de um reeducando do Centro de Ressocialização de Cuiabá, nesta quinta-feira (13), disse, em depoimento à Delegacia de Estelionato, que o "programa" seria para um preso que trabalha na cozinha. O policial penal foi preso na quinta, em sua casa, no bairro Jardim Imperial, por tentar facilitar a entrada da profissional do sexo dentro do presídio.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Estelionato. Isso porque a unidade apura golpes praticados pela internet e o acordo entre o policial penal e a prostituta foi por mensagem de aplicativo. De acordo com a Polícia Civil, a mulher explicou que a promessa de pagamento pelo programa seria "maior" do que o cobrado em programas regulares. Ela ainda confirmou que já atendeu pedidos do policial em outras ocasiões.
"Ela informou aos policiais que havia recebido uma mensagem do policial penal e já tinha atendido em outras ocasiões. Na mensagem, o policial penal solicitava que a profissional do sexo realizasse um programa dentro do presídio para um preso que trabalha na cozinha e que seria pago um valor maior que o normalmente é cobrado em programas regulares", disse a Polícia Civil, em nota.
Durante a prisão em sua casa, o policial penal confirmou que tentou facilitar a entrada da prostituta no presídio e entregou o celular que mantinha contato com a mulher. Ele foi autuado em flagrande pelo crime de favorecimento à prostituição. Em depoimento, ele permaneceu em silêncio.
Autor:Redação AMZ Noticias