Preso após a morte de um paciente idoso de 60 anos, durante um procedimento de endoscopia em Marabá, no sudeste do estado, ele vai agora responder em liberdade aos crimes que foi indiciado, conforme decisão judicial.
A promotoria de Justiça afirma que a Polícia concluiu sobre a ilegalidade no exercício da medicina. Mas a Justiça entendeu que ainda faltam mais elementos de comprovação.
Sob suspeita, Leandro possui registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) de três estados brasileiros — São Paulo, o principal; Maranhão e Pará. Mas ele é alvo de investigação da Polícia Civil desde o final de 2021, segundo o delegado Márcio Maia, responsável pelo caso.
A PC diz que ele é apontando pelo Ministério Público do Pará (MPPA) de exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, além de homicídio com dolo eventual, que é quando a pessoa prevê que as atitudes podem resultar na morte de outra, mas prossegue com a ação e assume o risco de matar.
O delegado Márcio Maio explicou que "no dia (da prisão), logrou-se êxito em obter alguns documentos. Mas ocorreu um fato anômalo: um paciente dele passou mal, o Samu foi chamado. No momento em que nós adentramos a clínica uma pessoa estava sendo ressuscitada".
O relato é sobre o dia em que os agentes policias foram à clínica em que o médico atuava para prosseguir com as apurações referentes ao investigado.De acordo com o MPPA, a PC constatou que havia irregularidades na documentação de Leandro Oliveira, por isso ele seria preso em flagrante na quarta (25), quando ocorreu a morte do idoso.
Os advogados de defesa de Leandro confirmaram o alvará de soltura do médico. Em nota, o escritório Teixeira & Freires Advocacia afirma que foi sustentada a concessão da liberdade provisória e ressaltado que o investigado está à disposição das autoridades judiciais e policiais.
Autor:AMZ Noticias com G1