Sábado, 18 de Abril de 2026

Parque do Jalapão tem recorde de visitação em ano de disputa política e concessão cancelada




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Principal ponto turístico do Tocantins, o parque estadual do Jalapão, que abriga dunas de areia e cachoeiras idílicas, teve recorde de visitação em 2021, ano em que esteve no centro de uma polêmica.

Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (14), as atrações geridas pelo governo estadual receberam 55.579 pessoas no ano passado, maior público desde 2014, quando os números começaram a ser compilados. Veja a tabela de visitantes nas atrações públicas do Jalapão por ano:  2021 55.579 - 2020 12.433 - 2019 49.466 - 2018 34.562 -2017  20.212 -2016 14.493 - 2015  11.111 e 2014 com 8.726 visitantes.

Nesse período, a região testemunhou um interesse crescente no turismo, que culminou com um plano para conceder a administração do parque à iniciativa privada em um processo cheio de controvérsias.

Aprovada em uma tramitação-relâmpago no ano passado na Assembleia Legislativa, a sua concessão acabou cancelada pelo governador em exercício, Wanderlei Barbosa (sem partido), no fim de novembro, às vésperas do processo de impeachment do titular, Mauro Carlesse (PSL).

O projeto era uma das prioridades da gestão Carlesse. Quando foi afastado do cargo pela Justiça, uma das suspeitas envolvia justamente a compra de uma fazenda no Jalapão.

Avaliado em mais de R$ 2 milhões, o imóvel teria sido adquirido, segundo o Ministério Público Federal, em nome de um "laranja" um dia antes de Carlesse anunciar a liberação de dinheiro público para a construção de um aeródromo na região.

A transação suspeita é um dos elementos citados pelos procuradores no pedido judicial que levou ao afastamento do governador. Em sua defesa, Carlesse nega qualquer irregularidade e diz que o projeto do aeródromo é de 2001. (leia mais abaixo)

O perímetro do parque fica dentro da chamada região do Jalapão, que é bem maior e alvo de cobiça tanto pelo seu potencial turístico quanto pela sua localização geográfica, na fronteira do Matopiba (acrônimo que reúne as siglas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), área onde houve forte expansão agrícola.

Além do processo conturbado, que gerou críticas por ter deixado de fora as comunidades locais, a discussão em torno da concessão jogou luz sobre problemas antigos e sem solução para os quilombolas, como a ausência de infraestrutura, a falta de regularização fundiária e o acesso por estradas em condições precárias.


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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