Lideranças dos dois partidos, quer dizer, que estão no comando dos dois partidos parecem que não se empolgam e muito menos conseguem fazer com que a militância se mostre seduzidas com a nova sigla que promete ser a maior do país e de Mato Grosso.
Com uma eleição marcada para o próximo ano, a falta de empolgação é tamanha e aqueles que querem entrar na disputa estão se virando como pode. Muitos até já procuram uma agremiação para se acolher. Enquanto isso, os ainda líderes dos dois partidos não conversam com a base, o que tem deixado muitos desolados.
O ex-governador Júlio Campos nunca escondeu sua insatisfação com a fusão do Democratas com o Partido Social Liberal (PSL) e rechaça a forma com a equalização das duas siglas foi conduzida. Na manhã desta segunda-feira (1º), o ex-senador voltou a comentar sobre o assunto e criticou a falta de harmonia entre os correligionários de ambos os lados.
"Você vê que está tão mal conduzida essas coisas que até hoje os tais membros do DEM e do PSL de Mato Grosso não se reuniram sequer. Ninguém conversou com ninguém e continua os dois partidos como se nada tivesse ocorrido. Não existe nenhum entrosamento e as eleições já é no ano que vem, então quer dizer: é uma coisa esdrúxula", disse em entrevista ao programa Tribuna (rádio Vila Real, 98.3 FM).
A fusão do PSL e o DEM foi oficializada durante uma convenção realizada em setembro em Brasília. Nominada de "União Brasil", a nova legenda nasceu como a maior sigla do país, com 82 deputados federais e 8 senadores. Além disso, o grupo terá o maior fundo eleitoral e partidário, bem como tempo de televisão no ano que vem.
Em Mato Grosso, o União também será a maior sigla do Estado, com 6 deputados estaduais, um deputado federal e um senador. Porém, o cenário deverá mudar já que alguns parlamentares que eram filiados ao PSL deverão buscar outras legendas. Insatisfeito com a articulação, Júlio, que faz parte da Executiva Nacional do DEM, diz que sequer recebeu um telefonema do presidente da legenda, o ACM Neto, para ser consultado sobre a articulação.
"Realmente eu acho que foi muito precipitado e muito mau conduzido essa fusão do nosso Democratas com o PSL. A lei realmente favorece essas fusões, mas eu como fundador do antigo PDS, PFL e também do atual Democratas não fui ouvido. O presidente do partido, ACM Neto, fez um acordo com o Bivar visando o fundo partidário e esqueceu de consultar os filiados e membros do diretório nacional. Não deram sequer um telefonema", acrescentou.
Júlio ainda reiterou que vai esperar a forma que seus correligionários irão conduzir a união partidária em Mato Grosso para decidir se permanece ou não na legenda. "De todos os casos, vamos aguardar até mesmo para eu decidir se vou continuar ou cassar novos rumos", finalizou.
Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital