O ex-governador Júlio Campos, que é uma das principais lideranças do Democratas em Mato Grosso, criticou a criação do União Brasil - formando a partir da fusão do DEM com o PSL - e afirmou que o diretório nacional executou a composição sem ouvir as bases.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, na última terça-feira (26), o cacique afirmou que a decisão do DEM foi "precipitada" e "sem fundamento". Júlio emendou ainda dizendo que a composição foi feita com articulação de poucas lideranças.
"Para mim, foi uma surpresa essa decisão sem consultar as bases. Pela primeira vez, o Democratas nacional tomou uma atitude até certo ponto precipitada e sem fundamento", disse Júlio durante a entrevista.
"O ACM Neto, presidente nacional, fez aquela reunião de cúpula em Brasília com o PSL, o Luciano Bívar, e decidiu apenas nos comunicar na véspera da convenção de que iria a Brasília votar a homologação do acordo que ele tinha feito. Ele e mais 4 ou 5 dirigentes do partido", acrescentou.
O ex-governador deixou em aberto a possibilidade de sair do partido, sinalizando que não está fora do radar uma possível desfiliação da legenda. Ainda sobre baixas, Júlio lembrou que há "dissidências" anunciadas do PSL, uma vez que parte dos filiados não seguirá na sigla.
Ao ser questionado sobre o saldo da fusão para o governador Mauro Mendes (DEM), Júlio afirmou não ver um ganho significativo para o mandatário, sobretudo pelas baixas resultantes da composição.
"Para o governador Mauro Mendes, realmente seria interessante somar a maior bancada, mas como já disseram que vão sair não acho que vão ganhar praticamente nada. Quem já estava no PSL e apoiava o seu governo vai continuar na União Brasil, quem não estava vai sair", finalizou.
Autor:Redação AMZ Noticias