O juiz da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva, negou a possibilidade de prisão e tratamento compulsório à jornalista Nildes de Souza. Em uma decisão, publicada na sexta-feira (15), ele determinou que ela deve receber assistência psicossocial.
O caso da jornalista ganhou destaque no noticiário após ela ser presa por jogar cerveja no rosto de um policial militar, na noite de terça-feira (13) na Praça Popular, em Cuiabá.
Ela foi submetida a uma audiência de custódia em que a Justiça impôs cautelares, como o uso de tornozeleira, recolhimento noturno e proibição de frequentar bares e boates. No entanto, apesar da decisão, Nildes foi presa novamente ao descumprir as medidas e segue sendo flagradas em bares de Cuiabá e Várzea Grande.
Na decisão, o juiz entendeu que Nildes não é um risco à sociedade, mas sim para sua própria integridade física. Por isso, descartou a possibilidade de prisão. “Em outras palavras, a medida de prisão está descartada, neste caso, a não ser que outros crimes – e mais graves – sejam cometidos pela senhora Nildes de Souza”, disse.
O magistrado ainda negou a imposição de tratamento compulsório contra a jornalista e, como medida, acionou a assistência psicossocial da Comarca de Cuiabá para localizar os familiares e conhecidos dela.
Em seu depoimento à Polícia, a jornalista alegou sofrer com transtorno bipolar, então o intuito da decisão, segundo o juiz, é que os familiares possam acolhê-la, ampará-la e convencê-la ao tratamento ambulatorial e também fazer com que ela cesse a intensa exposição em que se encontra.
O juiz ainda destacou a urgência do caso, principalmente pela chegada do fim de semana. Situação em que a jornalista pode se envolver em outra exposição em bares e festas da Capital, como ocorreu das últimas três vezes. Ele deu 48 horas para o Serviço Psicossocial da Comarca de Cuiabá para apresentar um relatório detalhado sobre o caso, indicando os familiares, vizinhos e amigos da jornalista que já conseguiu contactar, assim como os respectivos endereços e números de telefone.
Autor:Redação AMZ Noticias