Após a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá ser alvo de nova operação da Polícia Federal, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que as mesmas empresas investigadas também prestam serviço ao Estado. A fala do prefeito foi feita durante visita do ministro da Educação, Milton Nascimento, na manhã desta sexta-feira (1), em Cuiabá.
"Todas essas empresas envolvidas, tanto da Operação Curare quanto como nessa de ontem, prestam serviços para o Estado. Então, se houve má-fé no Município será que não houve no Estado também? Então, o Estado com preços maiores inclusive", questionou.
"Não estou justificando. Eu defendo que se investigue no rigor da lei. Que os responsáveis paguem também no rigor da lei. Mas que não se investigue só em Cuiabá não. Tem dinheiro público demais na Saúde do Estado e de outros municípios", acrescentou. O prefeito ainda deu uma alfinetada apontando que não tenta "abafar nada", sugerindo que há gestores que supostamente buscariam impedir a divulgação que materiais com potencial de colocar suas atuações em xeque.
"Eu não abafo nada. Não jogo sujeira para debaixo do tapete. Eu não fico evitando que denúncias e críticas a minha gestão saiam na mídia. Pelo contrário, eu sou o maior interessado nas investigações e nos esclarecimentos de toda e qualquer denúncia contra minha gestão", disparou.
Operação Colusão - Polícia Federal deflagrou a Operação Colusão, na manhã de quinta-feira (30), tendo como alvo a SMS com objetivo de investigar fraudes na pasta no valor R$ 1,9 milhão para compra de equipamentos e materiais hospitalares durante a pandemia da covid-19.
Ao todo, segundo a PF, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e em Nova Canaã do Norte (699 km ao Norte de Cuiabá), sendo que um foi contra o ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho. lém das buscas, houve cautelares de sequestro de bens e bloqueio de valores dos envolvidos e a proibição de participar em licitação e de contratar com o poder público.
Autor:AMZ Noticias com Gazeta Digital