Sábado, 18 de Abril de 2026

Lula critica Bolsonaro e elogia decisão de Mauro Mendes para redução de impostos




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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma entrevista exclusiva para a Rádio Capital FM, de Cuiabá, nesta quarta-feira (29), nela usou o episódio de filas por ossos em Cuiabá para criticar a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por conta da desigualdade social no país.

“Mato Grosso, esse querido Estado que é símbolo de desenvolvimento do nosso Brasil, tem 30 milhões de cabeça de gado. Esses dias mostrou nacionalmente uma mulher na porta de um açougue procurando um osso para comer. Como se explicar?”, questionou.     

“A fome não é um fenômeno da natureza, a fome é falta de vergonha de quem governa esse País. Porque nós provamos que é possível acabar com a fome”, acrescentou. Para solucionar o problema, Lula apontou ser necessário um programa de emprego e distribuição de renda. O petista é pré-candidato a eleição para presidente da República em 2022. Atualmente, lidera todas as pesquisas eleitorais já divulgadas.

Esta é a primeira entrevista que o ex-presidente concede à imprensa mato-grossense como presidenciável. Nela, atacou diversas vezes as políticas públicas de Bolsonaro, em especial as relacionadas a emprego e renda e a educação. Para o petista, Bolsonaro não fez gestão para Mato Grosso em mil dias de governo.         

Na entrevista, o ex-presidente elogiou o anúncio da ferrovia estadula em Mato Grosso e comentou sobre o pacote de redução de impostos anunciado pelo governador Mauro Mendes (DEM) nesta terça-feira, entre eles da energia e do combustível. Lula defendeu que os governadores façam o que for necessário para beneficiar a população, já que o Governo Federal não estaria cumprindo com suas responsabilidades.   

“O governador pode manusear o ICMS. Então, eu acho que se eles tiverem as disposições de reduzir, acho importante que façam a discussão da possibilidade de reduzir impostos. Acho que qualquer redução de impostos que se fizer é necessária para amenizar o sofrimento do povo brasileiro. Mas, o governo brasileiro precisa assumir a responsabilidade porque não tem explicação, quem está ganhando com isso são os investidores nas ações da Petrobras e não os consumidores que, na verdade, são vítimas quando pagam o preço do combustível e quando vão comprar um quilo de feijão no supermercado”, concluiu.


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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