Há dois meses a Suzana Ferreira Lima, mãe da menina Saphira, tenta preencher o vazio que ficou com o desaparecimento da filha. Segundo ela, o mais difícil é não ter nenhuma resposta do caso. O desespero da família condiz com uma triste realidade do Tocantins, que é o segundo estado com mais desaparecimentos de pessoas do país.
"A saudade dela é muita. Todos os dias eu me lembro dela dentro de casa e sinto muita falta de tudo, até na hora de dormir. Outro dia comecei chorar e fiquei de uma maneira que queria até morrer", disse a Suzana Ferreira Lima.
A Saphira Ferreira foi vista pela última vez brincando próximo da casa mãe. Reencontrara a menina é o que a mãe mais quer. "Eu quero encontrar ela. Eu sei que não vai ser do mesmo jeito, mas eu quero encontrar ela com vida, do jeito que for. Quero abraçar. Minha maior vontade é de ver ela", disse.
Em 2019, 229 pessoas desapareceram no Tocantins e apenas 16 foram encontradas. Em 2020 o número subiu para 248 desaparecidos e apenas oito foram localizados, equivalente a 3%. Rondônia é que lidera esse ranking com 1.076 desaparecidos em 2020. Os dados são do 15° anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone fiscaliza e cobra apoio nesses casos. "A lei diz que o poder público deve prestar todo o apoio psicossocial à família que tem crianças desaparecidas. No tocante a assistência social, a saúde mental porque a família fica abalada e emocionalmente. Precisa de apoio material porque na maioria dos casos essas famílias vivem em situação de risco social", afirmou Laidylaura Pereira, secretária executiva do Cedeca.
No caso da menina Saphira a última informação divulgada pela polícia é de que ela teria sido levada por um homem de bicicleta. "Essa pessoa que esteja me ouvindo que solte ela, largue ela em algum lugar. A gente não quer guerra, não quer aflição com ninguém", disse a mãe. A Secretaria de Segurança Pública foi procurada, mas ainda não se manifestou.
Autor:AMZ Noticias com TV Anhanguera