A pandemia da Covid-19 já dura sete meses em Mato Grosso. Dentre as unidades da Federação localizadas no Centro-Oeste, o Estado tem a segunda maior taxa de incidência e também de óbitos por 100 mil habitantes decorrentes do novo coronavírus, causador da doença.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, de acordo com o orgão, a evolução temporal dos casos e óbitos novos relacionados à Covid-19 variou entre as regiões do país na penúltima semana de outubro entre os dias 18 e 26.
O Centro-Oeste, que apresentou a maior incidência e mortalidade do país, teve o Distrito Federal como o responsável pelo maior valor de taxa de incidência e mortalidade da região: 6.923,5 casos por 100 mil pessoas e 120,2 óbitos/100 mil habitantes, respectivamente.
Mato Grosso vem em segundo lugar, com 4.004,2 infectados por 100 mil indivíduos e 107,0/100 mil mortes. Em Goiás, a incidência é de 3.517,0/100 mil e 79,3/100 mil óbitos, e em Mato Grosso do Sul, são 2.864,3 casos/100 mil e 55,7/100 mil vítimas fatais.
No Brasil, durante a semana, 43 foram registrados 156.273 casos e 3.228 óbitos novos por Covid-19. Para o país, a taxa de incidência até o dia 24 de outubro, foi de 2.560 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa de mortalidade foi de 74,7 óbitos por 100 mil habitantes.
O levantamento mostra ainda que, na semana, o Estado apresentou um aumento de 14% de casos novos da doença. Contudo, teve uma redução de 30% de óbitos. O município mato-grossense com maior número de registros foi Cuiabá (1.440).
“Quanto aos óbitos, foi observado redução de 15% no número de novos registros de óbitos na semana 43 (405) em relação à 42 (479), com uma média diária de novos registros de óbitos de 58 na semana 43, frente a 68 na 42. Foi observado redução no Mato Grosso (-30%) e Distrito Federal (-34%) e estabilidade em Mato Grosso do Sul (+2%) e Goiás (-2%)”, reforçou o Ministério da Saúde.
SEGUNDA ONDA - Nesta semana, também foi apresentado um relatório sobre a atual situação da pandemia, no Estado, durante reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o parlamentar e médico sanitarista Lúdio Cabral, falou sobre a ocorrência de possível segunda onda da Covid-19.
“Haverá uma segunda onda? Como no Brasil as características de comportamento e isolamento social são feitas sem o rigor dos países europeus e asiáticos. A primeira onda será prolongada, encobrindo a princípio uma segunda onda. Mas, se ocorrer uma segunda onda será um prolongamento dentro da primeira”, disse ele.
“Não haverá uma estabilidade para depois ter uma segunda onda. A segunda onda já deveria ter acontecido. Ela pode vir como um repique ainda dentro da primeira onda”, completou.
OUTROS DADOS – Nas últimas 24 horas, Mato Grosso registrou cinco mortes causadas pelo coronavírus. Nesse mesmo período, foram notificadas 278 novas confirmações de casos da doença no Estado. A Secretaria de Estado de Saúde notificou, até a tarde de sexta-feira (30), 143.325 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso.
Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (29.223), Rondonópolis (10.599), Várzea Grande (10.043), Sinop (7.104), Sorriso (6.332), Lucas do Rio Verde (5.893), Tangará da Serra (5.694), Primavera do Leste (4.939), Cáceres (3.473) e Campo Novo do Parecis (2.887). No total, até agora, são 3.846 mortes em decorrência do coronavírus.
Autor:Joanice de Deus com DiariodeCuiaba