Sábado, 18 de Abril de 2026

Diretórios regionais do PSDB e DEM de Mato Grosso são contra a fusão das duas siglas




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Rivais declarados no Estado desde as eleições do ano passado, o PSDB e o Democratas (DEM) podem passar a fazer parte de um só grupo caso uma articulação nacional que visa à fusão dos partidos seja concretizada.

A medida poderá unir novamente o governador Mauro Mendes (DEM) e o ex-governador Pedro Taques (PSDB), que se enfrentaram na eleição de 2018. As lideranças promoveram os maiores debates e troca de farpas do pleito. Na oportunidade, o tucano buscava a reeleição, e Mendes disputava a eleição rumo ao Palácio Paiaguás pela segunda vez. A possibilidade não é vista com bons olhos pelos diretórios regionais das siglas. Contudo, como será uma decisão tomada pela Nacional de ambas as legendas, ela deverá ser cumprida a risca em Mato Grosso.

“A decisão, se for levada a cabo, será de cima para baixo. Portanto, acredito que não teremos maiores problemas. As rusgas regionais não poderão ser empecilho para a concretização da fusão”, disse o presidente do PSDB no Estado, Paulo Borges O tucano, entretanto, acredita que qualquer movimentação neste sentido só acontecerá após a eleição do Diretório Nacional que ocorreu nesta sexta-feira (31). “Por enquanto é só especulação, não tem nada concreto. Acredito que teremos um norte assim que houver a eleição do Diretório Nacional”, enfatizou.

O secretário-geral do DEM, ex-deputado federal Julio Campos afirma que não é contra a fusão, ma vê resistência devido ao fato de Taques continiar nos quadros tucano. “Se o ex-governador saísse do PSDB talvez seria mais fácil a fusão, porque existem nomes de destaque entre os tucanos, como é o caso do ex-deputado Nilson Leitão, que é uma grande liderança política, assim como o deputado Carlos Avalone. Não sou contra a fusão, mas penso que não seria tão fácil como parece”, avaliou.

Vale lembrar que, o PSDB e o DEM faziam parte do mesmo grupo político no Estado desde a eleição de 2010, quando trabalharam em prol da campanha do então prefeito Wilson Santos (PSDB) ao Governo do Estado. Também caminharam juntos em 2014, quando conseguiram eleger Taques governador de Mato Grosso. Eles vieram a romper em meados do ano passado, quando o Democratas apresentou insatisfação com a gestão do tucano a frente do Palácio Paiaguás.

Com isso, laçaram Mendes como candidato a governador para enfrentar o então governador tucano, que disputava a reeleição. Com isso, Taques acabou entrando para história da política mato-grossense sendo o primeiro governado do Estado a não conseguir se reeleger, ficando ainda e, terceiro lugar no pleito.

A fusão entre as legendas vem sendo defendida, incisivamente, pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB). Isto porque, a aliança passaria por um acordo entre os dois partido no Estado comandado por ele para eleição de 2020 e 2022, que culminaria na fusão das siglas.

Além disso, a ideia da junção surgiu como alternativa para fortalecimento de ambas as bancadas no Congresso Federal, tendo em vista que nas eleições de 2018, tanto o PSDB quanto o DEM saíram enfraquecidos. Os tucanos passaram de 56 para 32 o número de parlamentares federais, e os Democratas de 43 para 30. Desta forma, se a junção for concretizada, o novo partido passaria a ser o maior em número de filiados em Mato Grosso e no país.

Outras junções já estão em fase de concretização no país, o que abriu brechas para que, políticos detentores de mandatos nos municípios brasileiros troquem de partido fora do período de janela partidária, sem perder mandato. O Patriota e o PRP, por exemplo, anunciaram a unificação das legendas no final do ano passado.

O principal objetivo da nova sigla, que herdou o nome "Patriota", é cumprir a cláusula de barreira e, assim, ter direto a verba do fundo partidário.  O fato fez com que dois vereadores por Cuiabá deixasse a legenda. Lilo Pinheiro e Orivaldo da Farmácia aproveitaram a fusão para deixar o PRP e migrar para PDT e PP, respectivamente. As negociações para fusão também já estão avançadas entre PC do B e PPL, e entre Podemos e PHS.


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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